Wild Wild West (01-03-2015)

"Oeste é(n)duro"... onde é que já tinha ouvido esta?
A fama dos trilhos no Wild Wild West já é conhecida a milhas. Estava na altura de levar lá a Pitch a passear.
Aproveitei a ida a um jantar de amigos perto deste spot - em Torres Vedras onde pernoitei - e esperei ansiosamente pelo amanhecer para ir ter com os riders ao Furadouro.

Ora de Torres ao Furadouro ainda são uns bons 10km mais umas centenas de metros de acumulado. Só via era montes cada vez mais elevados apinhados de torres eólicas sem lhes ver o fim...
Quando lá cheguei 1h depois já bem aquecido tive de tomar o segundo pequeno almoço! Trazia uma sandes de torresmos na mochila e enquanto eles foram ali ao largo da capela beber o café da manhã eu mamei logo uma jola para empurrar o pão goela abaixo.

Mesmo à hora que se previa, começámos a pedalada em conjunto e a maioria dos trilhos são rápidos que se fartam e aproveitam as características naturais do terreno sem necessidade de construções, tornando este recanto do Oeste num spot realmente agradável para os riders mais tradicionalistas.

Aqui foi o único sítio onde refilei comigo mesmo por ter optado pela transmissão 1x10 com relação 34-40... há lá duas ou três subidas que são mesmo a (en)dureza máxima! Por sorte estou numa boa fase de preparação física e com um powerzito extra nos caniços subi tudo mesmo assim. Mas devagar... devagarinho.

Os trilhos, uns mais amplos, outros com vegetação bem justinha à roupa mas têm quase sempre um bom flow para quem gosta de enrolar o punho. Para quem não conhece, de vez em quando aparecem assim umas curvas apertadas de surpresa mas rapidamente se puxa a burra para o trilho.

O meu último trilho do dia para fazer as despedidas da malta do Oeste era o Paraíso. Cá para mim aquilo de Paraíso não tem NADA! Um autêntico inferno de pedras em pendente negativa acentuada! Tou a gozar... eu gosto destas coisas!
Mas... como um azar nunca vem só... além de mandar o maior tombo pim pam pum da minha vida, o Alexandre que vinha logo atrás de mim não filmou por ter esgotado a bateria da Gopro e eu quando ia em queda iminente devo ter tocado com alguma parte da bike em cheio do "shutter" da câmara e desligou-se quando malhei.

Pim pam pum porque foi uma queda em três tempos:
» 1º quando a bike empinou após perder o controlo
» 2º quando dei com o lombo no chão entre duas rochas
» 3º quando me voltei a embrulhar para o ultimo patamar abaixo das rochas

Muito sinceramente ainda estou incrédulo por ter saído ileso. Este malho tinha potencial para partir os dois braços, as três pernas e os cornos!!! LOL
Posso dizer que dinheiro investido no Bell S2R foi bem gasto. Com um capacete aberto num malho como aquele, se tivesse tido azar tava tramado. A mochila felizmente absorveu todo o impacto sofrido nas costas. Ter o impermeável lá guardado dentro foi outra feliz coincidência. Cair 3 metros por uma ravina rochosa abaixo não é nada saudável!

Depois de me despedir da malta pois íamos em direcções opostas pelo facto de ter deixado o carro junto ao centro de exposições voltei à estrada mas já bem perto do destino final. Como terminei o passeio cedo ainda decidi visitar o castelo local e dei uma volta ao centro de exposições quando dei de caras com um bom desafio no muro do lago para testar a dureza do bashguard de alumínio que construí em casa.
Umas 5 ou 6 cacetadas depois no tijolo e lá consegui subir o muro.

Oeste é(n)duro!!!

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